18 julho 2006

CARLOS

Em praticamente 30 anos de vida, o que me dei menos foi tempo para viver algo para mim, apesar de sido casada, ter vivido muito do que eu desejasse em termos pessoais mas ainda deixando uma lacuna muito grande no que, talvez, fosse o normal de uma mulher.
Quando paro para pensar nas pessoas que compuseram a minha vida,percebo que todas as relações foram muito superficiais e rápidas e que há um certo medo em criar relações consistentes e duradouras, sendo que as palavras "te amo" são as mais ameaçadoras para mim.
As razões são ao mesmo tempo simples e complexas: primeiramente a grande influência de minha mãe na minha vida, alguém que me ensinou ao modo dela a precedência da liberdade à qualquer outra coisa, inclusive relacionamentos que a tinham tornado muito infeliz, uma vida incompleta com meu pai, o abandono do trabalho que sempre lamentou. Em suma, criou-nos (a minha e à minha irmã) para sermos amplamente independentes de qualquer homem e ao contrário.
Desses poucos relacionamentos, um dos que mais me influenciou e do qual lembro até hoje, foi com um filho de alemães que conheci no trabalho, quando era estagiária e que, mais uma vez, deixei para trás dado à precedência que minha vida profissional tinha.
Chamava-se Carlos, era engenheiro e 20 anos mais velho do que eu. Na época eu tinha 19 e ele 39, sendo que ele era engenheiro e eu trabalhava na área de custos industriais, em uma firma de origem italiana.
Na época eu tinha um rosto de menina (o que eu era na verdade) mas tinha os cabelos curtos, estilo Louise Brooks, a pele claríssima (na época detestava sol) e, se não era magra, podia dizer que era "mingnon", Já Carlos era loiro, olhos claros, separado, dois filhos, um certo olhar carente e ao mesmo tempo maroto, que me deixava muito mas muito atraída, mesmo!
No entanto eu sabia bem onde estava, em que solo pisava e que aquela parecia ser a oportunidade que sempre pedi à Deus, portanto, mantinha a compostura, fazia de desentendida nas investidas de Carlos que devo confessar, eram sutis e elegantes.
Eu tinha também alguns rompantes de uma certa ingenuidade (se assim pode-se dizer) pelo fato que ele poderia ser perfeitamente meu pai (com alguma precocidade, é claro) mas parece que se o tal de "destino" de fato existe, ele não se importa muito com isso.
Um ano mais tarde, quando fui efetivada, participamos do mesmo grupo de trabalho que tinha por objetivo apresentar propostas para redução de custos em algumas linhas que apresentavam grave déficit. Nossas visões completavam-se: ele, um engenheiro com muita clareza em processos e eu, cada vez mais, uma gestora implacável com desperdícios e pontos de potenciais melhorias.
Trabalhávamos seguidamente juntos mas ficar no escritório até tarde não era uma das tarefas mais agradáveis e marcamos algumas reuniões em nossas casas para terminar o trabalho em um ambiente mais agradável.
- Carlos, vamos fechar nosso trabalho amanhã à noite? - perguntei ao final de uma quinta-feira - Não gostaria de passar o final de semana trabalhando.
- Nem eu, Ana. Aliás, eu terei um fim de semana de folga, quero aproveitar.
-Então vamos fazer o seguinte: podemos nos reunir em minha casa amanhã à noite? Acabamos o trabalho e teremos o final de semana livre, até que enfim.
- Pode ser, está marcado. Que horas?
- Sete e meia. O tempo para a gente tomar um banho e nos reunirmos. Eu providencio um lanche para a gente.
- Combinado! Amanhã as sete e meia.
Saíamos do trabalho ás cinco e mesmo morando na cidade de São Paulo, poderíamos chegar às nossas casas em menos de uma hora e , na verdade, nem a minha casa e nem a casa de Carlos era distante uma da outra.
Providenciei um lanche rápido, dispensei a empregada e juntei o material que utilizaríamos naquele trabalho, além do computador ligado e já preparado para uso.
Carlos foi profundamente pontual, algo que fazia parte da personalidade dele e algo que me agradava muito. A primeira coisa que ele observou, foi a forma descontraída que eu estava vestida, minha roupa preferida de ficar em casa, calça jeans e camiseta de algodão, uma T-Shirt, bem básica.
- Olha, Ana... É a primeira vez que eu te vejo tão casual como hoje. Você sempre de salto e roupa social ! Você fica muito bem , informal.
Ri. Carlos nem parecia filho de alemães, na verdade, lembrou-me bem os italianos e descendentes com os quais eu sempre convivera. Não posso negar, aqueles elogios me faziam muito bem, sem dúvida alguma.
- Obrigada, Carlos. Você é muito gentil. Vamos ao trabalho?
- Claro! - disse - Vamos consolidar as planilhas?
Aquilo foi o pontapé inicial para três horas de trabalho mas que , finalmente, nos permitiu fazer o fecho, consolidar as recomendações e praticamente deixar pronto o relatório final que seria apresentando ao grupo de trabalho para em seguida ser enviado à diretoria.
- Menina, estou moído!
- Nem diga! Eu também estou cansada... Temos que comemorar! Você gosta de vinhos?
Adoro!
- Então vai gostar desse aqui. A última vez que meus pais estiveram na Itália, me trouxeram uma garrafa de Prosecco. Aliás, tive de ajoelhar aos pés deles para que eles me trouxessem umas duas garrafas de vinho. Nossa!!! Que bronca!
- Oras, por que?
- Você nem imagina? Será que eles iriam deixar a menininha deles, abusar de bebida?
Carlos riu.
- Pois é, Carlos. Eu tenho 20 anos e sou tratada como uma menina de quinze.
Nada como um bom espumante para fechar uma noite de trabalho. Começamos a beber e a conversar sobre nossas vidas, sendo que progressivamente a bebida nos deixava cada vez mais à vontade para não apenas falar, como confidenciar coisas da vida, de forma cada vez mais íntima.
- Nem perguntei se você tinha planos prá hoje à noite, né Carlos?
- Não, eu não tinha! - disse rindo - Como te disse, hoje estou em férias, totalmente sozinho.
- Você não tem namorada?
- Não! Depois que me separei , me concedi algum tempo sozinho. Faz bem sabia?
- Sei sim, moro sozinha desde os 17 quando vim estudar. No começo foi difícil mas agora não abro mão por nada, mas nada mesmo!
- Huuum! Que decidida. Nem por alguém?
- Não sei. Por enquanto esse alguém não pintou na minha vida.
O tempo foi passando e quando abri a segunda garrafa, por incrível que pareça, estava um tanto alta com uma bebida tão doce e fraca. Essa foi, de alguma forma, uma forma que encontrei para dar vazão aos desejos que eu tinha em relação à Carlos. Já não parecia um bicho do mato, como antes e aceitava seus comentários elogiosos e até galanteadores.
Você sabe que eu te considero um mistério, Ana?
- Mistério? - ri com vontade - Escorpianas são misteriosas mesmo! Nisso você tem absoluta razão.
- E dizem que quentes também... - disse olhando diretamente nos meus olhos.
- E quentes também... Você sabe muito das escorpianas mesmo, hein?
- Nem tanto... Isso é só informação, não é vivência.
- Informação... Huuum... Só isso não basta, né?
- Não!
Nem sei se sem perceber, ou talvez até percebendo, nos aproximamos muito um do outro. Eu sempre fui muito decepcionada por minha irmã e minha mãe terem olhos verdes e eu ter puxado meu pai e ter olhos castanhos, portanto, pessoas de olhos claros, verdes ou azuis, sempre exerceram um poder magnético em mim. Fui chegando cada vez mais perto de Carlos e não resisti aos lábios e aqueles olhos.Só sei que devo ter dado a maior bandeira porque tenho certeza que os bicos dos meus seios estavam visíveis sob a camiseta já que , em casa, jamais uso sutiã.
Quando chegamos um perto do outro, beijá-lo foi quase que um gesto natural. Ele colou meu corpo no dele e nos explorávamos com a mão, ele beijava minha boca de uma forma tão forte e intensa que eu pensei que iria perder o fôlego. No entanto, era exatamente assim que eu queria, fazia tempo que eu estava sozinha, sem ninguém (isso será assunto de um outro post), e as demonstrações de desejo eram um combustível para incendiar minha vida.
Quando ele interrompeu o beijo, por um segundo, olhei para ele e disse:
- Que loucura!
- Loucura, porquê?
- Eu nunca imaginava... que você tivesse algum desejo por mim.
- Sim, eu tenho. Aliás, eu sempre tive e você sabe disso.
- Sei? Não sei não. - disse rindo.
- Claro que sabe! Eu tenho certeza que você sabe!
- Presunçoso! Mas tudo o que eu quero hoje é isso, sabia?
- Isso o que?
- Saciar seu desejo por mim.
Na verdade, eu estava com muita vontade de fazer sexo com aquele homem e ele logo percebeu. Começou beijando meu pescoço, com sucções suaves, a mão percorrendo as minhas costas, levantando bem devagar a minha camiseta, tocando-me na altura das costas, massageando firmemente, com as mãos macias mas grandes daquele homem maravilhoso.
Aproximei-me do seu ouvido e disse:
- Tire minha camiseta! Venha... Sugue meus seios!
Ele retirou, suavemente, deixando-me totalmente sem nada da cintura para cima. Só agora, eu me tocava que estávamos na sala e não no quarto e, o pior, com a janela aberta.
- Seu doido! A janela está aberta. Pegue o vinho e traga para o quarto com nossas taças.
Ele rapidamente reuniu tudo e levou para o quarto e continuou de onde havia parado. Só tive de pedir para que ele sugasse um pouco devagar e sem tanta pressão mas no mais ele foi maravilhoso. Estava ficando totalmente molhada e tão cheia de tesão que não resisti mais, também tinha de tomar a iniciativa.
Pedi para que ele se sentasse em uma confortável poltrona que eu havia instalado em meu quarto. De pé , em cima da cama, comecei a rebolar, olhando provocativamente para ele, empinando meu bumbum que, não sendo tão grande como eu mesma gostaria que fossem, eram médios e firmes.
Desabotoei a calça, abaixei lentamente até as coxas e depois, deixei com que ela deslizasse pelas minhas pernas e joguei-as em cima dele que riu e ajeitou-a na cadeira.
Estendi meu pé até ele e foi nesse momento que ele me provou que a minha noite seria inesquecível: não só segurou gentilmente meus pés, como aplicou beijos suaves nele. Como amo isso!!! Poucas pessoas na minha vida me fizeram essa carícia, quase homenagem!
Só por isso, aproximei-me dele, abri a camisa que vestia e depois de beijá-lo na boca, comecei a beijá-lo no peito, a barriga e abri a calça, masturbando-o levemente sobre a cueca.
- Ai , Ana! Que loucura!!!
- Loucura, total, total! Te quero! - disse,entre beijos e ajudando-o a livrar do resto da roupa. Quando retirei a cueca, o pau ereto de Carlos projetou-se em minha direção. Levei-o à boca e comecei a chupá-lo, colocando-o na boca quase que totalmente, deslizando também pela extensão, aproveitando cada centímetro e também os gemidos cheios de tesão que aquele homem emitia.
- Ai , Ana! Que delícia! Chupa gostoso, minha potranquinha!
- Chupo, meu tesão! Chupo bem gostoso, como você quer. Fica em pé!
Ele ficou e ajoelhei-me frente à ele e quando fiz isso, ele enfiou o pau todo na minha boca e segurou meus cabelos, encarregando-se de ditar o ritmo que desejava que eu desenvolvesse. Isso me permitiu, ainda que precariamente, afastar a calcinha e começar uma pequena masturbação, detalhe que não passou desapercebido àquele homem maravilhoso. Tomou-me pela mão, deitou-me na cama e tirou minha calcinha.
- Relaxa , menina! Quero te chupar todinha.
- Isso! Me chupa que eu simplesmente amo!!!
Colocou minhas pernas sobre seus ombros e começou a me explorar, do cuzinho ao grelinho inchado, penetrando-me com a língua! Nossa! Como fiquei totalmente maluca! Fazia tanto temp que ninguém fazia isso comigo que não demorou muito e eu gozei na boca daquele homem maravilhoso. Ele deve ter ficado surpreso pelo pouco tempo que levou para o meu orgasmo que fez com que meu corpo se agitasse como percorrido por uma onda e me fizesse arfar com intensidade.
Ao levantar-se, vi que seu pau estava ereto e queria-o dentro de mim. Mal me recuperei, disse que o queria e ele permitiu que eu colocasse uma camisinha com a boca e em seguida me penetrou com força.
- Me fode meu garanhão! Come tua potranquinha! Vêm!
Em resposta, penetrou-me mais fundo ainda e, beijando-me, falava coisas maravilhosas em meus ouvidos, acendendo meu fogo de fêmea,fazendo as chamas que me invadiam aflorassem em minha pele e aquecessem tanto a ele quanto a mim.
- Ai, Ana! Que tesão que eu sinto por você!
- Ai que delícia, meu querido! Fala que você me quer, gostoso!
- Te quero! Te quero muito! Sempre te quis!
- Ai, como você é gostoso! Meu tesão! Te quero muito! Me fode! - disse quase gritando, gemendo alto.
- Sente meu pau! Te fodendo toda!
- Isso meu gostoso! Que pau delicioso! Você fode muito bem!!
- Ai , querida! Vou gozar!
- Tira de dentro de mim! Quero que você goze nos meus peitos!
Ele retirou, masturbei-o um pouco, passei a língua no pau, sentindo meus próprios sumos que o envolviam. Senti as pequenas vibrações que denunciavam o gozo iminente e dirigi o primeiro jato aos meus seios que ficaram envolvidos por esperma abundante.
Trouxe meu amante para perto de mim e ficamos nos beijando por algum tempo.
- Você deixou o seu carro na minha outra vaga? - perguntei.
- Sim, porque?
- Porque quero que você fique comigo hoje o resto da noite.Ele sorriu, lindamente, concordando em ficar. Ficou aquele dia e mais dois anos até que em mais uma decisão difícil, parti para trabalhar na Itália por um ano e meio e acabamos por nos separar. Dificilmente a paixão resiste à distância mas me iludi que isso seria possível. No entanto, apesar de não estar mais comigo, Carlos é uma presença importante na minha vida e será para sempre.

2 comentários:

Anônimo disse...

Oii amoreeee..
Ana, te admiro muito, você sabe disso!
O modo como escreve é impressionante, eu sempre deixei isso claro, minha eterna admiração por você!
Super beijosss, Calinha.

Ana Lúcia disse...

Calinha querida!!!!

Espero que vc venha aqui sempre! Vc é um doce , uma pessoa muito querida mesmo! Obrigada pela visita e super beijos para vc também!!!