07 agosto 2006

Sex Shop e muito além

Lembro-me perfeitamente da primeira vez que entrei em um sex-shop, levada por uma amiga que, digamos, era “habitué” do local. Lembro-me que era muito tímida para isso, se é que há alguém que não ria quando eu digo que era tímida em alguma coisa mas, afinal, aqueles lugares de vidros escuros, quase ocultos nos lugares mais “sui-generis” era um misto de chamariz com uma carga de “espero que não me vejam aqui”.
- Ah, Nana! Logo você com frescuras? Me poupa, tá? Você vai comigo na próxima vez.
Sinceramente, pensei que Sabrina fosse esquecer do assunto, deixar para lá mas ela não deixou. A próxima vez que foi a um desses lugares, me levou. Acho que ela imaginava minha tensão quando eu fui da minha casa ao tal sex-shop em perfeito silêncio, logo eu , tão expansiva.
- Poxa, Nana! Relaxa... A dona da loja é uma pessoa super legal, minha amiga, você vai gostar dela.
- A dona? Uma mulher?
- Sim, é uma mulher. Ela chama-se Raquel.
- Ufa! Que bom que é uma mulher! Estou mais aliviada.
Sabrina gargalhou.
- Então era isso que você estava encanada? Pensou que era um homem que ia atender a gente?
- É... - dei um risinho meio Monalisa, meio recatada – Sei lá... Acho que é melhor.
- Ih, Nana! Tem horas que quem não te entende sou eu.
De fato, tenho de reconhecer, apesar de não ser nenhuma mulher excessivamente recatada, permitindo-me aventuras que muitas das minhas amigas de minha idade não permitiam, eu tinha um pudor vindo da pouca necessidade que tenho de me expor fora do círculo que eu concedo penetrarem (ops!) na minha intimidade.
Quando chegamos à tal loja, tudo o que eu imaginei que ela tivesse de “marginal” tinha na verdade de discrição e boa organização. Havia uma atendente que nos levava à uma sala onde aguardávamos um atendimento personalizado, onde poderíamos ficar à vontade para ver as “novidades”.
Entrando, Sabrina cumprimentou Raquel, a dona da loja, ela mesma uma mulher bonita e desembaraçada mas que, ao mesmo tempo, era discreta e sabia nos colocar à vontade.
- Raquel, essa aqui é a Ana Lúcia, ou Nana, minha amiga.
- Posso te chamar de Nana?
- Claro , Raquel... Tudo bem?
- Tudo Nana, fique à vontade.
- Ih, Raquel , a Nana estava morrendo de vergonha de vir para cá! Imaginava que seria atendida por um homem.
- Nunca esteve em uma sex-shop, Nana?
- Não! É a primeira vez. E vejo que tem muita coisa.
- Ah, tem sim... O que você gostaria de ver?
- Huuum... A Sabrina me disse muito dos vibradores. Eu queria ver.
Raquel me mostrou alguns, bem grandes e dois modelos que eu jamais havia imaginado: o primeiro era no formato de um batom, com um estojinho igual e tudo. Fiquei surpresa e ela me explicou como funcionava.
- Olha, basta uma pilha que você coloca aqui por baixo. Aí, você gira esse anel e ele faz uma vibração muito gostosa. Me dá sua mão.
Estendi minha mão e ela encostou o vibrador nela. Realmente, a vibração era suave e eu imaginei aplicada em meu clitóris.
- Mas isso não acaba esquentando, lá?
Sabrina riu escandalosamente e eu tenho certeza que corei pensando ter falado uma besteira daquelas, aliás, que nada me surpreenderia, na verdade.
- Não, Nana! Você usa um lubrificante como o KY para dar mais conforto e o vibrador deslizar um pouquinho. Pode usar sossegada que não tem problema.
- Legal... Deixa eu ver mais alguns.
Ela me mostrou os tradicionais e me explicou que, caso eu quisesse me penetrar com algum deles, teria de envolvê-los em uma camisinha porque aqueles modelos não eram laváveis. No entanto, era o último que chamou minha atenção e que acabaria por se transformar na principal peça do meu “arsenal sexual”.
- Esse é o butterfly!
O tal de “butterfly” , como o próprio nome diz, era um vibrador em formato de borboleta. O mais interessante é que ficava em contato com o clitóris e com , digamos, alças que fazia com que pudessem, disfarçadamente, ficar sob a roupa e tinha um controle de intensidade.
- Gente, esse vibrador é tudo de bom! Vou levar! E o outro em formato de batom também!
- Olha, Raquel! Até eu estou surpresa com a Nana! Não pensei que ela se fizesse uma compra dessas...
- Porque não, Sá?
- Sei lá! Você estava com tanta frescura prá vir prá cá!
- Ah! Mas esse é um outro barato. - disse e voltando-me para Raquel perguntei – E consolos? Você tem?
- Tenho! Vem aqui!
Se Sabrina estava surpresa até ali, ficou muito mais com esse interesse em consolos. Posso confessar uma coisa? Ver todos aqueles pênis me encheu de idéias. Eu tinha uma namoradinho e sabia que ele ficaria imensamente feliz em que eu usasse aqueles brinquedos sexuais em nossas “festinhas”. Ele que já curtia me ver me masturbando, ficaria muito mais excitado se eu desse me showzinho particular à ele e com aqueles “coadjuvantes”.
No entanto, fiquei muito insatisfeita com aqueles consolos que Raquel me mostrava, apesar do tamanho variado, de um duplo para penetração vaginal e anal simultânea, consolos com e sem vibrador etc...
- Sabe Raquel, eu sei que seus produtos são ótimos mas eu estou vendo aqui que a textura não é parecida com pele.
- Deixa eu te mostrar um importado então , Nana!
- Você vai mostrar “aquele” prá ela Raquel?
Raquel riu e acenou com a cabeça afirmativamente para Sabrina que pediu a ela que esperasse um pouco.
- Fecha os olhos, Nana! Você que é ótima observadora vai sentir e não ver esse consolo. É tudo de bom.
Fechei os olhos e ela me colocou o consolo nas mãos. A primeira coisa e mais óbvia era o tamanho e o diâmetro. Meninas ! Era imenso! Eu imaginava se eu aguentaria tudo aquilo, já que em tempo algum tinha “encarado” algo daquele tamanho! Em seguida, senti a textura: se eu não soubesse que não havia ninguém além de nós , diria que era pele humana! Perfeito ou quase perfeito, com as veias e tudo.
- Gente! Que perfeição! Vou levar! - disse antes de abrir os olhos. Quando abri, vi que a tonalidade da cor do consolo era muito próxima à da pele do meu namoradinho, portanto, era coincidência demais.
Terminadas essas escolhas mais “fora do padrão” , escolhi mais duas calcinhas com aberturas frontais e Sabrina também levou um “butterfly” para ela.
Quando cheguei no apartamento (estava sozinha naquele fim de semana) liguei para meu namoradinho.
- Oi , querido! Tenho uma novidade para você.
- Oi, Nana! Sério? O que é?
- Fui a uma sex-shop com a Sabrina hoje à tarde e... fiz umas , digamos, comprinhas...
- Ah, é? E o que você comprou?
- Huuuuuuum... Segredo! Isso você vai descobrir hoje à noite. Vamos ao motel?
- Claro! Quer que te pegue a que horas?
- Pode ser as dez?
- Tão tarde assim?
- Moleque! Quer parar de ser safado demais? - disse rindo – Me pega as 10!
- Tá bom, até então. Te amo!
-Eu também , querido! Até mais!
Aproveitei aquela tarde para ir até minha esteticista e providenciar uma depilação que, se não era completa, deixava apenas um pequeno filete de pelos sobre o monte de Vênus. Também tomei a iniciativa de ir à minha loja de roupas preferida e comprar um vestido que me deixasse confortável no calor imenso que fazia e já que ele dispensava o sutiã, aproveitei e dispensei também a calcinha que, convenhamos, às vezes não é uma das coisas que qualquer mulher gosta de usar.
As nove e meia da noite eu estava pronta, os meus cabelos alisados e soltos sobre meus ombros, um batom bem vermelho e pouquíssima maquilagem como eu sempre gostei de usar. Uma sandália nos pés e , na bolsa, uma calcinha preta, meu vibradorzinho em forma de batom e meu consolo novo, aliás, o primeiro dos que eu tinha. O butterfly eu guardei para depois porque minha mente ainda estava ativa e estimulada.
Meu amorzinho chegou logo depois, ansioso e até certo ponto estabanado demais para meu gosto. Tive de controlar o ímpeto para que ele não fosse rápido demais para o motel, ao contrário, curtisse um pouco da ansiedade e da espera , entre amassos e apalpadelas dentro do carro, sem que ele percebesse, evidentemente, que não vestia nada por baixo.
Eu esperava que não houvesse espera naquela hora da noite mas acho que todos tiveram a mesma idéia de nós e tivemos de esperar.
Obviamente, abrigados pelos vidros escurecidos, começamos a nos atracar dentro do carro mesmo. Ele beijava meu pescoço e eu tentava perceber quando o funcionário do motel viesse nos deixar a chave da suíte que havíamos escolhido e que estava em final de limpeza. O meu namoradinho ficava percorrendo minhas pernas, já que o vestido não era tão comprido assim e eu sussurrei em seu ouvido:
- Sobe com essa mão...
Ele subiu , subiu, subiu e logo percebeu que estava tocando minha xoxotinha e não havia nenhuma calcinha para atrapalhar. Ele quis que eu abrisse minhas pernas para que ele tocasse mas eu não deixei.
- Hoje , queridinho, sou eu quem vou dizer o que fazer. Acalme-se e espere.
Pensando, foi a maior sacanagem, não acham? Mas isso faz parte do meu espírito provocador, quase maldoso demais. Eu me divertia ao perceber que cada segundo que passava sem que o funcionário trouxesse a chave era uma provocação para o meu amorzinho. Ele tentou uma , duas , três, quatro, “n” vezes me tocar e eu não deixei! Será que ele não havia aprendido que isso com uma escorpiana não funciona?
Depois de vários e vários minutos, nos trouxeram a chave da suíte e entramos nela. Ataque? É fácil sair de um! Mesmo sendo mais baixa e , obviamente, menos forte do que meu namoradinho, segurei-o pela camisa e seu próprio peso o jogou para o sofá que encontrava-se próximo à cama.
- Nossa! O que é isso?
-Lembra-se do que disse no carro? Hoje sou eu quem dita as regras!!!
Senti que um pouco à contra-gosto consentiu que eu tomasse conta da situação. Me ajoelhei de costas na frente dele e pedi, ou melhor, mandei que ele abrisse o zíper do meu vestido. Felizmente, no som ambiente da suíte tocava uma música lenta e sensualéssima, suficiente para que eu começasse a mover meus quadris depois de abaixar um pouco a luz. O plano era que ele visse mais o contorno do meu corpo já que teria só o vestido e mais nada para tirar.
Voltava de frente para ele, evidenciava o contorno dos meus seios sob o vestido, ameaçava deixar uma das alças cair e , em seguida, virava-me de costas para ele colocando o braço abaixo dos seios para reter o vestido ao derrubá-lo sendo que para isso, pedia-lhe para afastar as alças com os dentes e mais, quando o vestido parasse abaixo dos meus seios, pedir para que ele os beijasse e sugasse.
Senti-o tão excitado! Deixei o resto do vestido cair aos meus pés e jogá-lo sobre ele para que ele não tivesse tempo de pular em cima de mim.
Fui até a minha bolsa e retirei um vidro de óleo de bebê e espalhei pelo meu corpo que passou a brilhar sob a pouca luz enquanto não secasse.
- Confesse... Você adora quando eu me masturbo para você , não é verdade?
- Sim... Confesso que gosto e bastante.
- Você quer saber o que eu comprei na sex shop hoje?
-Quero.
Abri a bolsa e retirei o consolo e o vibradorzinho em forma de batom. Senti que ele mal podia acreditar no que estava vendo e , para ser sincera, nem eu. Só sei que ele ficou totalmente excitado e quando pedi para que ele sentasse novamente, o fez sem não antes tirar a roupa e ficar nu para mim. Joguei mais um pouco de óleo na minha xoxotinha e comecei a esfregá-la, abrindo-a para meu homem, fazendo-o excitado mais e mais!
- Ai que tesão, Nana!
- Tá com tesão, menino? Ouça então o barulhinho do vibrador ... - disse , ligando-o – Vou colocar ele agora, em cima do meu grelinho...
- Isso minha gostosa! Deixa ele vibrar bem em cima, minha delícia! Eu quero sentir você se masturbando para mim...
Abri minha xoxotinha e apliquei o vibrador. Era totalmente diferente do que eu sentira quando meu amorzinho me chupava , mesmo sabendo que ele era totalmente diferente de todos os homens que eu tivera, era gentil, lento, dedicado, sem pressa, fazendo com que eu curtisse cada momento da boca daquele homem delicioso. No entanto, eu estava curtindo demais aquele novo “brinquedinho”, parecia que a continuar assim, o meu gozo não seria tão demorado.
Ao mesmo tempo, excitava-me meu homem com seu membro na mão, masturbando-se para mim, assim como eu para ele.
- Ai meu amor! Que tesão ! Minha xoxota tá molhada, totalmente molhada, de tão excitada que eu estou... Ouve meu gemido seu gostoso! Meu homem tesudo!
- Sabe o que eu estou com vontade de fazer agora? Já que você comprou esse consolo, estou a fim de enfiar ele todo em você!
- Isso meu menino! Me fode com esse consolo!!!
Ele pegou o consolo e me colocou na boca e eu, em momento algum, parei o que estava fazendo. Na minha mente pervertida, logo imaginei um homem me chupando e meu amor colocando aquele pau na minha boca, mesmo não sendo o dele. Eu gemia incontrolavelmente e cada vez mais, queria outras coisas.
-Agora vou encher a sua xoxota com esse pau e você vai me chupar ao mesmo tempo!
- Ai que tesão! Faz isso! Faz!
Eu parei com o vibrador sobre meu clitóris e abri bem as pernas. Ele começou a enfiar aquele consolo enorme e, sem exagero, comecei a sentir minha xoxotinha alargar um pouco para acolher aquele enorme objeto.
- Devagar... Devagar, querido....
- Pede mais!
- Quero mais... Devagar... Ai!
- Tá gostando do que teu homem está fazendo?
- Ai! muito bom , meu homem gostoso!
Devagar o consolo foi entrando em mim, sendo que eu pedi para que ele parasse de enfiar e colocasse o pau na minha boca. Novamente comecei a usar o vibrador e ele colocou-se ao meu lado, empurrando o pau dentro da minha boca, segurando-me pelos cabelos e , na verdade, deixando-me totalmente louca. Fazendo pequenas contrações, sentia o consolo dentro de mim e a vibração no meu clitóris me fazendo fantasiar tantas coisas, algo que minha mente indicava como algo próximo à orgia. Seria assim transar com dois homens? Ou aquele vibrador no grelinho fosse, talvez uma língua feminina?
Minha fantasia indicar que eu pudesse ser desejada por várias outras pessoas ao mesmo tempo me excitava tanto que eu comecei a sentir as primeiras sensações indicativas do gozo que vinha e eu gemia ao mesmo tempo alto e também sufocado pelos movimentos do pau na minha boca. Ele gemia também, bastante, falando palavrões e perguntado se “sua putinha” estava gostando do que fazíamos.
Eu não podia responder mas de repente, ele tirou o pau da minha boca e masturbando-se jorrou seu sêmen sobre mim, sobre meus seios.
- Ai que tesão ! Não me aguentei... Agora eu quero o seu gozo!
- Tá vindo, amor! Tá vindo!
- Quer que eu te foda com o consolo?
- Isso! Vai! Me fode!
Ele se posicionou à minha frente e ficou mexendo e ainda com o vibrador, meu gozo veio forte, intenso e eu gritei sem pudor o meu gozo. Ele sentiu todas as minhas contrações, a minha agitação e depois, tirou o consolo de mim e me colocou na boca para que eu sentisse toda a minha umidade de mulher na boca.
Nos beijamos, descansamos lado a lado.
- Que tesão , Nana! Gostei da sua ida à sex shop!
- Gostou , safado? Pois então eu te aviso que tem mais ainda...
- Mais?
- Sim, mas isso é para outra hora, tá?
- Tá!
Nem é preciso dizer que passamos horas nos amando aquela noite e os nossos brinquedinhos nos ajudaram a ter uma maravilhosa noite de prazer.

8 comentários:

Anônimo disse...

IUHUUUUUUUUUUU!!! Li de novo e é realmente excitante!! :)

Ana Lúcia disse...

Oba!!! Obrigada Naomix, minha querida! Principalmente pela visita constante e o carinho de sempre! Beijos!!!

Pedro disse...

excitante e fascinante o relato !
vc é demais !
soy loco por ti !
bjs
Pedro

Ana Lúcia disse...

Oi Pedro! Obrigado pelos comentários! rss....
Espero que vc esteja sempre por aqui!!!
Um beijão da Nana!

Anônimo disse...

Estou no trabalho e não consigo fazer nada antes de ler todo o blog. Esse último texto agora é simplesmente hipnotizante. Não dá para parar de ler. Me deixou de pau duro em pleno ambiente de trabalho.

Anônimo disse...

OI QUERIDA.ADOREI SEU BLOG,RSRS.TODOS OS CONTOS SÃO EXCITANTES.PRINCIPALMENTE ESSE E O DA SUMIRE.
ADOREI TE CONHECER.
BJSSSS.MARIANA.

Anônimo disse...

OI.EU LHE MANDEI UM E-MAIL,VÊ SE CHEGOU.O MEU É:MARY_DANCE@GLOBO.COM
EU LEIO E RELEIO ESSES CONTOS,REALMENTE É DE TIRAR O FÔLEGO,HEHEHEHE.
BJUX.

Ana Lúcia disse...

Oi Mary!!! Que bom que vc gostou das produções! Recebi seu e-mail sim e já respondi...rs...
Um beijão da Nana! Volte sempre