02 outubro 2006

Domme (Parte 2)

- Você continua a saber bem meus gostos,hein?Pizza de aliche! Eu adoro!
- Eu não esqueço dos seus gostos e sei que você gosta de vinho tinto seco, vinho branco gelado e também de uma outra coisa...
- O que? - perguntei curiosa.
- Espere que você logo vai ver... - disse, pegando um embrulho denro de uma mala. Ele me passou com um sorriso nos lábios. Eu, por minha vez, parecia uma criança, rasgando o papel de qualquer forma.
- Não acredito! - praticamente gritei - Uma garrafa de Veuve Cliquot!Você é louco, querido! Deve ter custado um absurdo!
Para quem não sabe, Veuve Cliquot é um champagne produzido na França e de fama internacional. A Viúva Cliquot (tradução do nome) era dona de uma "cave" que herdou do marido. Ela desafiou Napoleão e supriu a Rússia com sua preciosa bebida, mesmo sob ameaça do embargo imposto pelo imperador. Se fosse pega, as conseqüências seriam inimagináveis.
- Nem quando estive na França tive coragem para comprar uma garrafa de Veuve Cliquot.Você é um homem de muito bom gosto, sabia?
- Que exagero, Nana!!!! - disse rindo.
Enquanto Flávio abria o vinho tinto e me servia, observei cada detalhe do seu agir. Uma emoção estranha tomou conta de mim e não foi difícil expressá-la.
- Vou sentir muito ciúme se você arrumar uma namorada, sabia?
Ele riu, como sempre, deliciosamente.
- Não ri! - disse para ele, brava. - Estou falando sério!
- Eu sei, Nana! Você não corre esse risco! Não tenho a pretensão de arrumar uma namorada, como você diz.
- Você é bonito, quer ter filhos... Isso é inevitável... Vamos deixar esse papo para depois! Esse vinho está perfeito!
Não vou negar que uma melancolia muito grande me invadiu e tornou clara as contradições do meu pensamento e minha ação. Depois de casamentos desfeitos, nem eu e muito menos ele gosariam de comprometer-se definitivamente e em tal intensidade. No entanto, o que eu dissera era real e me deixava triste. Essa tristeza evaporou-se com várias taças de vinho, de forma a conseguirmos conversar sobre diversos assuntos, inclusivenossas fantasias sexuais.
- Sabe qual é a minha maior fantasia? Ser dominado por uma mulher!
Ao ouvir aquilo, meus olhos se estreitaram, minha respiração acelerou-se e senti que a excitação tomava conta de mim.
- Você quer mesmo?
- O quê?
- Oras! Ser dominado!
Ele me encarou e fez a leitura imediata ecorreta do meu olhar. Para manter a pose, coerência,ou o que seja, reafirmou o que queria.
O coitadinho só esqueceu (ou não sabia) de duas coisas: primeira, que eu compro coisas que eu nem sempre uso, compro por curiosidade e entre essas coisas está short de couro, bem curto e esqueceu-se que, como amazona aposentada, eu tinha um chicote escondido atrás da mala e minhas botas, um fetiche que gosto de cultivar.
- Espere aqui então, meu escravo.
Fui para o meu quarto. Despi o roupão, soltei e escovei os cabelos para que eles ficassem bem soltos. Passei um batom vermelho nos lábios, vesti o short de couro e , como não tinha a parte de cima do mesmo material, vesti um sutiã que realçava meus seios.
Finalmente, as botas. Será que alguém conseguiria imaginar o tesão que estava dando me vestir daquele jeito? Duvido! Subi na cadeira, afastei as malas e peguei meu chicote! Dei uma batida de leve na mão e lamentei que ele fosse tão simples e não de couro trançado como os da fazenda.
Senti-me uma verdadeira "domme"! Saí do quarto e ao me ver, Flávio não conteve o espanto. Para quem estava apenas de roupão, a transformação era total.
- De joelhos aqui na frente, meu escravo! - ordenei.
Submissamente ele ajoelhou-se na minha frente.
(Fim da parte 2)

2 comentários:

Anônimo disse...

Esse relato promete, guria!!! :o)

Estou interessada na continuação!! Por favor, não demore muito... :)

Beijos!!!

Ana Lúcia disse...

Uhu! querida...
Se é um pedido seu, é uma ordem!!! Vou digitar a continuação amanhã (digo isso pq estou sem computador!! Que saco!!!)
Um beijinho da Nana! Obrigada pela visita!